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Minha história pessoal

Meu nome é Nagalakshmi Devi, mas tive outros. Nasci em 1961 como Izabella Sanches e quando mais adiante segui o caminho do Yoga recebi o primeiro nome espiritual, Sharanadevi (aquele que serve a Deus) quando me tornei Acharya (mestre) em 2003. Bem mais tarde, em 2017 depois de um processo profundo de transformação recebi o nome de Nagalakhsmi. Na tradição do Yoga, como em outras tradições espirituais e culturais, o nome tem um significado especial e está intimamente ligado à missão de vida e a troca de nome está ligada a um renascimento na vida, trazendo novas chances de realizações. Quando alguém lhe chama pelo seu nome, ao mesmo tempo faz com que se lembre o que tem que fazer, se lembre de sua missão,  mesmo que inconscientemente.

 

Cresci e vivi a maior parte de minha vida em São Paulo, estudei sempre na rede pública e quando jovem ingressei na Escola de Comunicações e Artes da USP. Minha carreira em Radio e Televisão, a especialidade que escolhi não me levou a lugar nenhum, parei de trabalhar logo que meus filhos nasceram. Passei por dois casamentos. Tive dois filhos de um primeiro e uma filha do segundo. Depois do nascimento do meu segundo filho entrei numa crise existencial importante e foi o que me levou a uma profunda investigação pessoal, uma coisa levou à outra e acabei encontrando o Yoga.

Batismo das crianças segunda KY em 1998_edited.jpg
1o grupo de KHYTT 2001_edited.png

Meu caminho espiritual

Na primeira etapa do caminho encontrei o Aikido, uma arte marcial japonesa, que me devolveu alegria, confiança e flexibilidade. Fui aluna do mestre e grande pioneiro do Aikido no Brasil, Kawai Sansei que a seu modo e método militar masculino, tentou me ensinar a enfrentar o grande medo que trazia dentro de mim. Desisti logo de cara justificando a desistência com um grande discurso feminista.

 

Fiz uma formação em Shiatsu com um monge da Escola budista Shing Gun e depois vários outros minicursos sem certificação, pois naquela época meados dos anos 80 não existia qualquer grade com reconhecimento oficial de terapias alternativas. Mas comecei a trabalhar imediatamente como terapeuta, aplicando massagens, coisa que faço até hoje, mesmo que muito pontualmente.

 

Nesta época, encontrei a Respiração Holotrópica (RH), método de Stanislav e Cristina Grof que junto com outras figuras importantes foram fundadores da psicologia transpessoal. Durante uma vivência de RH, encontrei o Yoga, como memória do meu corpo, o que depois de um tempo me levou mais especificamente ao Kriya Yoga a partir de informações intuitivas que emergiram da exploração do mundo do inconsciente que depois pude verificar e aprofundar a pesquisa.

 

Além de um trabalho pessoal com a RH, também fiz a formação de 4 anos com Stan Grof em seu Grof Training chegando a receber a certificação. Durante alguns anos o levei em paralelo ao trabalho terapêutico e ao início do mergulho e prática pessoal em Kriya Yoga.

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Comecei meus estudos de Yoga através da Self-Realization Fellowship e durante 2 anos fiquei tentando receber a iniciação. Antes de isso se concretizar, meus caminhos se cruzaram com o de Marshall Govindan que veio a se tornar meu professor e que me iniciou nas técnicas de Kriya Yoga de Babaji. Desde o primeiro momento senti que isso tinha vindo para ficar em minha vida e realmente foi o que aconteceu.

Kriya Yoga de Babaji

Pratiquei fielmente durante 4 anos quando recebi o convite para me tornar Acharya, ou professor autorizado a transmitir as técnicas. Nesta tradição, o Acharya não é um mestre realizado ou Guru, a definição de acharya se aproxima mais de um aluno com muita experiência e prática, que passa por um treinamento bem intenso para acumular a energia necessária para a transmissão. É como os cabos de bateria que retransmitem e ativam algo naqueles que vem em busca dos conhecimentos. Mas na verdade a energia vem do Guru original, a fonte primeira, que no caso de nossa tradição é Babaji Nagaraj.

 

Desde 2003 fui autorizada a transmitir as técnicas básicas do Kriya Yoga de Babaji, em 2009 fui autorizada a transmitir o Segundo Nível e em 2017 o nível avançado. Fiz parte da primeira edição do Treinamento de Instrutores da Kriya Yoga de Babaji em 2001 com Durga Ahlund, me tornei Instrutora de Kriya Hatha Yoga e dei aulas regulares por mais 15 anos dos quais 10 anos no Espaço Jyothi Yoga da qual fui sócia fundadora e pudemos difundir os ensinamentos da tradição de Kriya Yoga, de Babaji e dos Siddhas do Sul da Índia (Saiva Siddhanta) que são a base filosófica desta tradição.

MG Satchidananda transmitindo shakti para Saraswati e eu quando nos tornamos Acharyas em 2
Durga e eu no café da manhã Brasil 2003.HEIC

Seguindo no Caminho da Kriya

Em 2009 me tornei professora assistente de Durga Ahlund que formava os instrutores em Kriya Hatha Yoga, um dos 5 caminhos de Kriya Yoga voltados para a prática física, mas que também contempla os outros caminhos complementares. Em 2014 dei meu primeiro treinamento solo no Brasil como Master Teacher e coordenando outros professores parceiros para complementar a formação com aulas de filosofia, anatomia, ayurveda, etc. Hoje coordeno este treinamento no Brasil como também assumi o treinamento no Ashram de Quebec o centro operacional de nossa linhagem de Kriya Yoga de Babaji.

 

Desde o ano 2000 me envolvi com as traduções e publicações em português dos títulos de Kriya Yoga. Apesar de todas as dificuldades pelo fato de não termos uma editora e de que todo trabalho neste sentido foi voluntário o que compromete tempo, conseguimos publicar 7 títulos em português.  

 

Como Acharya dei iniciações em muitas cidades em todas as regiões do Brasil, criando um movimento nacional de Kriya Yoga desde 2006. O modelo de nossa tradição não é institucional, mas de empoderamento pessoal através da disseminação do conhecimento das técnicas, de dar suporte a isso com material de leitura e educação. Então, nas viagens ia criando pequenos grupos de praticantes que pela própria necessidade e iniciativa iam trazendo mais pessoas para que eles mesmos pudessem manter suas práticas vivas e a rede ia aumentando. Em 2018 fizemos um grande festival de yoga celebrando os 20 anos de Kriya Yoga no Brasil.

Com a pandemia o processo de viagens para as iniciações se interrompeu e voltei a ministrar aulas através de plataformas virtuais.

Ayurveda e Yogaterapia

Durante meu caminho de yoga nunca deixei de lado meu trabalho terapêutico, durante dois anos (2009 e 2010) fiz formação em Ayurveda, ciência de saúde e bem viver indiana complementar ao yoga e sempre continuei meus estudos nesta área, o que faço até hoje, seja informalmente através de material de estudos ou participando de formações específicas.

 

Fui aluna e acabei traduzindo o trabalho de Laurier-Pierre Desjardins D.O., médico, osteopata e kriyaban chamado Os Princípios de Yogaterapia. Trabalho que faço hoje, acaba sendo uma orientação, aconselhamento e mentoria. Este trabalho acontece, por enquanto, exclusivamente online e para alunos que me solicitam.

 

Sinto que a força que me move é a de trazer mais consciência para as pessoas de maneira que elas atuem no mundo, não apenas se satisfaçam com o conforto de estarem do “lado certo” de alguma questão ou de obterem maior conhecimento para aumentar suas vaidades, mas que se sintam capazes de atuar. Capazes de mergulharem mais fundo no caminho da auto exploração de forma confiante e segura, de reconhecerem o quanto de talento possuem internamente e ativarem este potencial e para que deixem uma marca no mundo.  

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